
Ultimamente tenho tentado entender onde é que se escondeu a boa música! A “boa música” pode ter várias denominações e conceitos pelo mundo afora, mas sobre a ótica do maluco que vos escreve a música se tornou muito comum e sem graça. Sem princípios, sem respostas !
Muitos defendem que a música evoluiu. Que existem músicos fantásticos, virtuosos e tudo o mais. É verdade, mas me parece que tudo de bom foi feito anteriormente a década de 80. Radicalismo extremo o meu.
As bandas de Rock e seus compositores tinham sobre o que falar. Lutavam pelos seus direitos de liberdade, contra o preconceito, contra massacres, guerras, contra tudo o que vinha na contra mão e de encontro aos princípios daquelas gerações. Este combustível foi essencial para a história do Rock.
No caso do Blues, fico analisando e gosto de muitos músicos da nova safra. Porém encontro alguns malucos por aí, principalmente no Brasil, que insistem em desvirtuar a realidade da música. Pessoas que não entendem o que é o Blues. Que simplesmente tocam e acreditam que o que estão tocando é coerente com a realidade do assunto musical em questão. Essa linguagem está muito além da nossa compreensão. E preciso regredir para depois evoluir. Entender o tosco sonoro que vinham daqueles antigos instrumentos, daqueles antigos seres que chegaram ao Delta do Mississipi. Estas pessoas já tocavam o Blues há mais de um século atrás. E o faziam com alma. Em razão de suas crenças, de suas origens. A alma sim pode proporcionar música de verdade. Mas generalizando era tudo uma questão cultural.
Eu sempre acreditei que todos nos podemos evoluir como pessoas. E sempre achei que o caminho mais rápido para isso é através do sofrimento. Não, eu não gosto de sofrer mas o sofrimento nos fortalece, nos torna guerreiros, através de nossas lutas. Eu enxergo o Blues dessa forma. Uma música que cresceu e evoluiu através do sofrimento. Enquanto linguagem cultural, foi algo incrível, mas se tornou popular com a migração de alguns músicos que foram para a cidade grande. E atravessou a história pelo mundo afora até os dias de hoje.
Por isso, acho incrível quando encontro pessoas que tentam manter a qualidade do Blues, conforme sua origem. O Blues é simples. Tão simples que se torna extremamente difícil de se reproduzir. Talvez por isso encontremos tanta coisa ruim por aí. Eu adoro música na sua totalidade, consigo gostar de praticamente tudo, mas acredito na necessidade de catalogar e classificar suas diferenças. Não se pode chamar de Blues o que não é Blues. Sua música pode sofre influência do Blues, mas não é Blues. Denomine sua música como ela merece, mas não transforme o Blues, ou qualquer outro estilo musical no que ele não é. Respeite a história. Respeite nossos ídolos, nossas referências, nossos heróis.
Deixo aqui meus sinceros agradecimentos aos que tentam resgatar o Blues em sua origem. E também aos que tem coragem de criar novos estilos musicais. Mas tudo com sua devida coerência.
Muitos defendem que a música evoluiu. Que existem músicos fantásticos, virtuosos e tudo o mais. É verdade, mas me parece que tudo de bom foi feito anteriormente a década de 80. Radicalismo extremo o meu.
As bandas de Rock e seus compositores tinham sobre o que falar. Lutavam pelos seus direitos de liberdade, contra o preconceito, contra massacres, guerras, contra tudo o que vinha na contra mão e de encontro aos princípios daquelas gerações. Este combustível foi essencial para a história do Rock.
No caso do Blues, fico analisando e gosto de muitos músicos da nova safra. Porém encontro alguns malucos por aí, principalmente no Brasil, que insistem em desvirtuar a realidade da música. Pessoas que não entendem o que é o Blues. Que simplesmente tocam e acreditam que o que estão tocando é coerente com a realidade do assunto musical em questão. Essa linguagem está muito além da nossa compreensão. E preciso regredir para depois evoluir. Entender o tosco sonoro que vinham daqueles antigos instrumentos, daqueles antigos seres que chegaram ao Delta do Mississipi. Estas pessoas já tocavam o Blues há mais de um século atrás. E o faziam com alma. Em razão de suas crenças, de suas origens. A alma sim pode proporcionar música de verdade. Mas generalizando era tudo uma questão cultural.
Eu sempre acreditei que todos nos podemos evoluir como pessoas. E sempre achei que o caminho mais rápido para isso é através do sofrimento. Não, eu não gosto de sofrer mas o sofrimento nos fortalece, nos torna guerreiros, através de nossas lutas. Eu enxergo o Blues dessa forma. Uma música que cresceu e evoluiu através do sofrimento. Enquanto linguagem cultural, foi algo incrível, mas se tornou popular com a migração de alguns músicos que foram para a cidade grande. E atravessou a história pelo mundo afora até os dias de hoje.
Por isso, acho incrível quando encontro pessoas que tentam manter a qualidade do Blues, conforme sua origem. O Blues é simples. Tão simples que se torna extremamente difícil de se reproduzir. Talvez por isso encontremos tanta coisa ruim por aí. Eu adoro música na sua totalidade, consigo gostar de praticamente tudo, mas acredito na necessidade de catalogar e classificar suas diferenças. Não se pode chamar de Blues o que não é Blues. Sua música pode sofre influência do Blues, mas não é Blues. Denomine sua música como ela merece, mas não transforme o Blues, ou qualquer outro estilo musical no que ele não é. Respeite a história. Respeite nossos ídolos, nossas referências, nossos heróis.
Deixo aqui meus sinceros agradecimentos aos que tentam resgatar o Blues em sua origem. E também aos que tem coragem de criar novos estilos musicais. Mas tudo com sua devida coerência.
Um comentário:
Belissimo texto, man! Ótima definição... não chamar de blues o que não é blues! []'s
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