O show é o grande momento para o músico, em especial para músicos não-profissionais (no sentido que não são músicos por profissão), como é o caso da Marafa. Todos nós temos carreiras, portanto tocamos por prazer e por amor e respeito ao blues. Porém ao sair do estúdio e mostrar às pessoas o nosso trabalho, surgem muitos desafios.
A banda precisa estar soando bem (arranjos bem definidos, musicos tocando com segurança). O set-list deve ser bem montado, com altos e baixos, tentando variar ritmos (nos shows ao vivo do Muddy Waters por exemplo, existe um excesso de blues lentos, que pode tornar meio cansativo para quem ouve). Num repertório de show são necessarios também "sucessos" (no caso do blues, alguns standards conhecidos) e os "lados b" que geralmente são mais interessantes de tocar. A banda deve ter uma performance ou vibe contagiante no palco, e acho que numa ultima prioridade, vem a aparelhagem.
Na Marafa temos equipamentos suficientes para uma banda de blues, além de bons músicos (a peça que opera o instrumento é muito mais importante que o instrumento em si, naturalmente). Na banda, cada um tem seu instrumento já com uma certa qualidade, entre gaitas, amplificadores, baixo, bateria, guitarras e etc. Mas e como utilizar isso ao vivo?
O cenário do blues na cidade de São Paulo (e no Brasil em geral) é pequeno, com poucos espaços específicos para se tocar blues. Os donos de bares é claro estão preocupados com o público, e veem as bandas com a menos importância do que veem a geladeira que mantém a cerveja a -4.8ºc. Portanto em quase todos os lugares, a banda precisa moldar o seu som à casa, o que exige experiência, bom senso e as vezes até mesmo sorte.
É necessária a consciência que o volume utilizado num estúdio de ensaios, o qual é acusticamente projetado para isso, é impossível de ser reproduzido ao vivo, pois no estúdio só tem a banda tocando sem ninguém além dos musicos querendo beber, conversar e se divertir, nessa ordem. Quem vai ver um show quer relaxar, e a banda muitas vezes é plano de fundo nisso, portanto mais do que nunca como já disse o nosso amigo Crotti, ao vivo é obrigatorio MANTER O PÉ NO FREIO com volume (no qual perdemos muito em termos de timbre e "corpo" no som da banda), porém assim a voz aparece mais, junto a dinâmica da banda (um dos pontos fortes da Marafa). Como complemento, cada instrumentista tem seu momento solo no show, e essa é a hora de quebrar tudo!
Naturalmente toda essa estratégia não garante o sucesso de uma banda ao vivo, pois tudo pode dar errado. A platéia pode ser apática, o local do show pode estar vazio, o volume pode mesmo assim estar muito alto (ou baixo demais) e a banda pode estar num dia ruim. Existem os dias de "Bad Tone" para os músicos, e quem toca em geral sabe: dias em que nada dá certo, por mais que tudo esteja dentro da normalidade.
Com tudo isso em mente, a Marafa está reforçando a dedicação em preparar esse show, e esperamos que na sexta-feira 21/11/2008, aniversário do André (fundador da Marafa) em Moema, São Paulo, a Marafa Blues Band re-estreie ao vivo e incendeie o palco e os presentes do soulive bar (www.soulive.com.br) tocando o blues de verdade, e esperamos que vocês possam estar lá para ver.
Um abraço,
Társio
A banda precisa estar soando bem (arranjos bem definidos, musicos tocando com segurança). O set-list deve ser bem montado, com altos e baixos, tentando variar ritmos (nos shows ao vivo do Muddy Waters por exemplo, existe um excesso de blues lentos, que pode tornar meio cansativo para quem ouve). Num repertório de show são necessarios também "sucessos" (no caso do blues, alguns standards conhecidos) e os "lados b" que geralmente são mais interessantes de tocar. A banda deve ter uma performance ou vibe contagiante no palco, e acho que numa ultima prioridade, vem a aparelhagem.
Na Marafa temos equipamentos suficientes para uma banda de blues, além de bons músicos (a peça que opera o instrumento é muito mais importante que o instrumento em si, naturalmente). Na banda, cada um tem seu instrumento já com uma certa qualidade, entre gaitas, amplificadores, baixo, bateria, guitarras e etc. Mas e como utilizar isso ao vivo?
O cenário do blues na cidade de São Paulo (e no Brasil em geral) é pequeno, com poucos espaços específicos para se tocar blues. Os donos de bares é claro estão preocupados com o público, e veem as bandas com a menos importância do que veem a geladeira que mantém a cerveja a -4.8ºc. Portanto em quase todos os lugares, a banda precisa moldar o seu som à casa, o que exige experiência, bom senso e as vezes até mesmo sorte.
É necessária a consciência que o volume utilizado num estúdio de ensaios, o qual é acusticamente projetado para isso, é impossível de ser reproduzido ao vivo, pois no estúdio só tem a banda tocando sem ninguém além dos musicos querendo beber, conversar e se divertir, nessa ordem. Quem vai ver um show quer relaxar, e a banda muitas vezes é plano de fundo nisso, portanto mais do que nunca como já disse o nosso amigo Crotti, ao vivo é obrigatorio MANTER O PÉ NO FREIO com volume (no qual perdemos muito em termos de timbre e "corpo" no som da banda), porém assim a voz aparece mais, junto a dinâmica da banda (um dos pontos fortes da Marafa). Como complemento, cada instrumentista tem seu momento solo no show, e essa é a hora de quebrar tudo!
Naturalmente toda essa estratégia não garante o sucesso de uma banda ao vivo, pois tudo pode dar errado. A platéia pode ser apática, o local do show pode estar vazio, o volume pode mesmo assim estar muito alto (ou baixo demais) e a banda pode estar num dia ruim. Existem os dias de "Bad Tone" para os músicos, e quem toca em geral sabe: dias em que nada dá certo, por mais que tudo esteja dentro da normalidade.
Com tudo isso em mente, a Marafa está reforçando a dedicação em preparar esse show, e esperamos que na sexta-feira 21/11/2008, aniversário do André (fundador da Marafa) em Moema, São Paulo, a Marafa Blues Band re-estreie ao vivo e incendeie o palco e os presentes do soulive bar (www.soulive.com.br) tocando o blues de verdade, e esperamos que vocês possam estar lá para ver.
Um abraço,
Társio
4 comentários:
É isso aí ! Dia 21 surge o nosso primeiro desafio! Tocar baixo e manter a vibe da banda como nos ensaios vai ser bem difícil. Mas vamos tentar fazer o nosso melhor.
Grande Texto man.
Abraços
nossa, meus parabéns pelo pensamento, eu ainda não tive a oportunidade de ouvir a marafa ao vivo, mais tenho certeza que talento é o que não falta pra vocês
parabéns e feliz niver andré
e parabéns a você também tarsio
Valeu Nobru!
Valeu Bruno,
vê se aparece no dia 21 para ouvir um blues então.
Abraços
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